quinta-feira, 21 de julho de 2016

10 frases que só leitores entendem


1. "Vou adicionar na minha lista de livros que quero ler."
Essa é típica, principalmente quando vamos conferir os lançamentos das editoras e vem aquela enxurrada de livros incríveis, com sinopses que nos chamam atenção e capas extraordinárias que pedem para fazer parte da estante. É impossível conferir os lançamentos do mês e não adicionar um sequer na listinha infinita de "Quero ler".

2. "Só mais um capítulo e eu juro que vou dormir."
Se algum leitor nunca passou por isso que atire o primeiro livro (não, não atirem livros, cuidem deles u_u). Essa acho que é a minha frase de vida como leitora, quando começo um capítulo tenho mania de querer terminar e, principalmente à noite, parece que o livro fica mais interessante e nos prende nas páginas iniciando cada vez mais capítulos. Prometemos a nós mesmos que ao final daquele fecharemos o livro, porém não é o que acontece. Malditos duendes que roubam a nossa vontade de dormir e colocam drogas viciantes para os olhos nas páginas dos livros, malditos! 

3. " Sério, tem um livro que você vai adorar..."
Aos amigos de leitores lhes peço uma só coisa: paciência. Duvido o leitor que não ache uma brecha para indicar aquele bom livro que tem tudo a ver com o assunto que se está sendo conversado. "Ai ontem eu abri meu roupeiro e com a bagunça que estava me imaginei num outro mundo",  "Sério? Tem um livro que você vai adorar e fala justamente de um roupeiro que leva para outro mundo..."(ó a menção à Nárnia aí).

4. "É claro que eu lembro disso, eu estava lendo aquele livro. Foi em Janeiro, não?"
Quer melhor calendário que os livros que a gente lê? Não tem, é impossível. Datas importantes são marcadas pelas leituras do momento: "No casamento da minha prima eu estava lendo Questões do Coração", "No dia da apresentação do meu irmão na escola eu terminei de ler O Lado Bom da Vida", "No aniversário de namoro comecei a série A Seleção" e por aí vai. Melhores lembretes de datas, anota aí. 

5. "Só depois que eu ler o livro."
E quando aquele convite básico para assistir um filme, seja no cinema ou no Netflix, surge e você se nega porque justamente o filme escolhido é aquela maldita adaptação do livro que você quer ler ou está lendo? Ah, nos poupem de ter que recusar com aquela frase básica "Só depois que eu ler o livro" e escolham logo um filme que não interfira nos nossos "relacionamentos" com a literatura. Certo migos?

6. "Me apaixonei pelo personagem, e agora?"
E eu que pensei que amor a primeira vista não existia descobri que amor à primeira lida é tão mais real que minha imaginação não soube aderir ainda. Escritores, parem! Por favor, parem de criar personagens lindamente apaixonantes e nos iludir num amor platônico impossível! Ou, simplesmente, achem um jeito de os trazerem para a realidade, certo? Se não "cortem-lhes a cabeça!!!!!". 

7. "Espera, deixa eu ver o que tem de novo na livraria."
Quem tem amigos leitores tem que ter muita paciência. Estão vocês no shopping tomando sorvete e passeando amigavelmente discutindo sobre qualquer assunto. Eis que o brilho no olhar da amiga leitora surge e você olha para o lado e vê o que para ela é o paraíso: a livraria. Um puxão pelo braço e quando você percebe já está lá dentro ajudando ela a escolher um título novo para a estante interminável de livros dela. É, fazer o quê! Amigos de leitores se não se acostumaram, se acostumem! 

8. "Não tenho nenhum livro para ler!"
A frase monstro de toda mulher seria mais ou menos assim: "não tenho nada para vestir". A dos leitores segue o mesmo padrão, exceto pelo fato de que se pudéssemos com certeza vestiríamos livros. E fica aquele pensamento pairando no ar: "Não tenho nada para ler", mesmo com uma estante lotada de livros não lidos. Vai entender essa gente de outro mundo, né?

9. "Hum, quantos livros eu já li esse ano mesmo?"
Essa é típica, leitor que é leitor sabe lidar com números. Sim, números de contabilidade: contabilizar os livros lidos, ué! Sem contar quando colocamos aquelas metas de início de ano "vou ler tantos livros" e não é que esse tipo de meta a gente se vira em quinze e cumpre? Pois é.

10. "Acabou o livro e agora o que eu faço da vida? Quem eu sou?"
E quando acaba aquele livro lindo/maravilhoso/especial/tudo de bom que você adiou tanto o fim que se envolveu e esqueceu da própria existência? Agora a realidade bate na porta e você não sabe como agir porque passou a achar que seu mundo era dentro do mundo daquele livro, o que fazer? Como agir diante da pergunta que ronda seu cérebro logo depois de finalizar aquela leitura espetacular? Hoje, no Globo Repórter. Brincadeiras à parte, mas fala sério tem livros que te tiram tão do chão que você não sabe mais o caminho de volta. 

terça-feira, 19 de julho de 2016

Só queria que tudo fosse mais simples

Às vezes tudo o que a gente precisa é daquilo que é simples, daquilo que de tão comum parece se tornar singelo. Tem vezes que precisamos de metáforas, das mais cafonas e antiquadas possíveis. De clichês baratos, de sentimentalismo exageradamente brega. Há dias em que é preciso desapegar de rotinas, enfrentar as leis que regem o universo e só desejar que, mesmo em guerra com você, ele resolva conspirar à seu favor.

Hoje eu só queria que tudo fosse mais singelo, mais comum e menos detalhado. Queria poder fechar os olhos ao caminhar com a certeza de que não tropeçaria em canto algum. Queria olhar a lua e estender o braço sabendo que iria alcançá-la, sussurrar minha prece ao vento e saber que chegaria aos teus ouvidos. Eu queria poder dormir sem que a ansiedade me matasse por dentro, deitar a cabeça no travesseiro e não ser despertada por pesadelos reais. Eu só queria poder ver a vida da forma mais simples que ela pode ser e deixar de lado essa mania de complicar as coisas.

Para hoje eu despejaria mil frascos de amor em cada coraçãozinho desacreditado, espalharia o perdão pelos rancorosos de esquina e priorizaria o ser humano como ele deveria ser, não como ele é. Eu só queria a essência do simples que escondemos em baixo de mil faces, gostaria de poder compartilhar de sentimentalismo, das verdades que cada um guarda na alma. Hoje eu queria um amor por inteiro, daqueles que não entregam o físico, mas o que tem lá dentro. Um amor que venha para mudar, para enfrentar as barreiras que a cultura nos dá, para somar as incertezas do caminho e cessar a sede de risadas. 

Eu queria que o mundo fosse dos poetas, dos loucos, dos donos de espíritos sedentos pela liberdade de viver. Queria que o mundo fosse daqueles que inspiram amor quase como cupidos de uma sociedade mal estruturada. Como eu queria que o mundo fosse só um pouco mais simples, mais livre de rotinas, menos regrado de mandamentos. 

Hoje eu só queria que tudo fosse mais calmo, que o aroma fosse doce, que não houvesse desavenças. Queria um mundo onde as pessoas tivessem brilho no olhar, fossem apaixonadas por cada minuto que dedicam aquilo que fazem, um mundo onde o mundo fosse menos mesquinho. Eu só queria que as pessoas entendessem que talvez regar um mundo mais doce possa trazer uma vida menos amarga.

sábado, 16 de julho de 2016

Guest Post: Superando problemas com a autoestima

A partir do momento que você tem consciência do tamanho do seu “Ser”, a probabilidade de se ter uma autoestima baixa é mínima, pois ela não sobrevive diante de pensamentos otimistas e quando assumimos nosso poder interior. Com a autoestima baixa, você se desvaloriza por completo, mesmo em seu subconsciente, não consegue enxergar seu verdadeiro potencial. 

E quando você toma a decisão de obter o autoconhecimento e se empenhar com novas atitudes positivas, tudo muda e sua autoconfiança aumenta. Você pode superar tudo, consegue mudar as decisões em todas as áreas de sua vida, bastando reconhecer e aceitar que seu poder é maior do que imagina. 

Primeiramente, tome conhecimento do que é a autoestima em sua vida e depois comece a reconhecer e se libertar das suas limitações internas, da negatividade diária e ter uma vida mais positiva e feliz. Uma pessoa com baixa autoestima pode apresentar:
  • Insegurança
  • Ser perfeccionista ao extremo
  • Ter indecisões de si mesma
  • Depressão
  • Se sentir vazia, incapaz
  • Ter dúvidas a todo momento
  • Medo de errar
  • Desvalorização pessoal
Essas e outras características são apresentadas por uma pessoa que tem a autoestima baixa, falta de confiança e medo de enfrentar os problemas. E são vários fatores que podem levar a diminuição da autoestima, assim como:
  • Medo de rejeição
  • Se sentir carente
  • Inveja
  • Perdas financeiras
  • Insegurança em tudo
  • Ser introvertida
  • Ter medo de ser abandonada
  • Receber críticas ou mesmo se autocriticar
E não é difícil superar tudo isso, você só precisa se motivar, ter confiança em suas ações e coragem de enfrentar a vida de frente, passando por cima dos obstáculos sem duvidar da força que existe em você. 

Autoconfiança: Enfrente os problemas

Fique sempre atenta as palavras e expressões que você usa diariamente sobre você. A autoestima se alimenta de pensamentos negativos e de autocríticas. Toda forma de depreciação feita a você, o seu sistema neurológico vai se alimentando e se comportando como uma guerra interna entre você e você mesma. E porque fazer isso consigo mesma? Tudo é guardado no seu subconsciente, lá ele levará a sério todas as palavras dirigidas a você, transformando aquilo em uma verdade interior. Por isso, a autoconfiança é muito importante quando isso acontece, ela é capaz de neutralizar todo tipo de palavra negativa que venha a ser dirigida a você. 

Não ter medo de se expressar, colocar o que tem dentro de você pra fora, isso é muito importante para sua autoestima, pois é sinal que sua autoconfiança está bem trabalhada. Quando escolhemos agradar a todos, não significa que vamos negligenciar as nossas próprias necessidades, Ricardo Spinoza nos diz que não podemos esconder nossos sentimentos, que sempre sejamos nós mesmos em todos os momentos. Assim, conseguimos enfrentar qualquer problema ou situação obtendo valor próprio e uma confiança reforçada. 

Não fique esperando que outros façam por você tudo o que você mesma pode fazer, pois é garantia de autoestima baixa. Aprenda a ser independente sem criar muitas expectativas com as coisas. A segurança em você mesma só atrairão bom resultados como bons relacionamentos, boas amizades, desempenho superior no trabalho, nos estudos e capacidade de raciocínio maior em situações do seu cotidiano.

Post feito por: Carolina Oliveira
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quinta-feira, 14 de julho de 2016

Leio ou não?: Soppy - Philippa Rice

Autor: Philippa Rice
Editora: Fábrica 231 (Selo Rocco)
Gênero: História em Quadrinhos (HQ)
Páginas: 112 páginas.
Nota: ✰✰✰✰

Acho que essa vai ser uma resenha bem diferente das habituais: 1) porque é uma história em quadrinhos e 2) porque não sei como expressar meu amor por esse livrinho. Soppy chegou nas minhas mãos via cortesia do Skoob e tive a "sorte" de conhecer essa história super amorzinho (sim, porque não ganho nada nem em bingo beneficente). Foi paixão à primeira vista, à segunda vista, terceira, quarta, quinta... não sei me desapaixonar por isso, se alguém souber, por favor, me ensine. 
O HQ não tem o objetivo de contar uma história, mas de mostrar em pequenas atitudes através de desenhos os pequenos detalhes de quem ama. São diversas situações que com certeza muitos casais já passaram e cá entre nós, não percebemos muito o quanto essas mínimas coisas fazem a diferença até que paramos para observar. E é justamente o que Philippa Rice tenta mostrar, os pequenos detalhes do amor que muitas vezes passam imperceptíveis, mas que são uma gracinha. As ilustrações são inspirações da vida cotidiana da ilustradora junto com seu namorado e ganharam fama no tumblr para só então chegar as nossas mãos em forma de livro.
O livro é lotado de diálogos bonitinhos e engraçadinhos, situações clichês e todo aquele resto relacionado ao amor. É impossível não se apaixonar pelas ilustrações desleixadinhas que são o modo de arte de Philippa. Você devora o livro em 15 minutos, mas poderia passar mais de 3 horas relendo e sentindo a mesma coisa que sentiu na primeira vez. O tom de vermelho, preto e branco é marca registrada em todas as páginas, o que trás um estilo único para a ilustradora, tudo é muito apaixonante. É uma leitura rápida e muito mais visual, porém vale muito a pena.
Sinopse (via Skoob)
Soppy os pequenos detalhes do amor, de Philippa Rice, é uma reunião de bem-humoradas tirinhas criadas a partir de momentos da vida real da designer britânica com seu namorado. Bastante popular na web, com mais de meio milhão de postagens no Tumblr, Soppy conquistou as redes sociais com declarações de amor escondidas nos detalhes do cotidiano de um relacionamento, como dividir uma xícara de chá, a leitura de um livro ou comentários irônicos à frente da TV numa tarde chuvosa. As charmosas ilustrações capturam com delicadeza a experiência universal de dividir uma vida a dois, e celebram a beleza de encontrar o amor em todo lugar. Soppy chega às prateleiras pelo Fábrica231, o selo de entretenimento da Rocco, a tempo de se tornar uma ótima opção de presente para o Dia dos Namorados. 
Trecho do livro:
Para seguir um padrão de resenha, nada mais justo que mostrar um pouco do livro. Porém, já que não há texto, separei algumas das páginas para compartilhar.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Talvez isso seja sobre você

Há horas a única coisa que consigo fazer é encarar as linhas que imploram para serem preenchidas com uma enxurrada sentimental, as mesmas querendo ao mesmo tempo dizer tudo e, por fim, não conseguindo dizer nada. Há horas encaro o vazio na minha frente pedindo para escrever o teu nome no invisível das minhas frases cafonas, nas entrelinhas do meu vago pensamento. Há horas eu encaro teu sorriso na minha mente vagando, chegando calminho e pedindo para que eu escreva o que, mais uma vez, você não vai se dar nem ao trabalho de ler. 

E mesmo assim continuo encarando esses fragmentos perdidos como se fossem um tipo de libertação, algo que diminuísse sua porcentagem de mim. Talvez eu acredite que te eliminar do meu pensamento seja muito mais fácil dessa forma, ou talvez eu esteja redondamente enganada e isso acabe fortalecendo o que nem sei se quero que ganhe forças. Eu tento escrever sobre você, mas as palavras parecem ficar engasgadas, entupidas no meu interior. Parecem lutar contra minha vontade de jogá-las para fora, de mostrar que o mundo talvez precise mais delas do que minha ansiedade acha que necessita.

Talvez isso ainda seja sobre você, de algum modo, de uma forma meio esquisita. Talvez essas palavras que não querem ser cuspidas só queiram o calorzinho do meu sentimentalismo brega, queiram apenas um abrigo no meu íntimo e mole coração. Talvez apenas enxerguem uma forma diferente de chegar mais perto de você, me apertem o peito e façam morada onde você já está hospedado há dias. Essas palavras trancafiadas por uma insegurança impenetrável não querem me deixar, não querem dar lugar a nenhuma coragem metida, preferem ficar amigas do meu orgulho idiota. 

Talvez as abrigando aqui, quentinhas, eu te sinta mais perto. Talvez não as deixando ir embora pela ponta dos meus dedos, você, assim como elas, também resolva ficar. Talvez por um acaso, por obra do destino, pelas mãos de algo maior que eu, você não prefira voltar atrás? Logo eu, com essa mania incansável de me expressar, que levo jeito para me expor, não consigo deixar você ir embora de mim nem pelas vírgulas dos meus parágrafos inacabados. 

Talvez isso não seja sobre você, mas sobre minha nota mental de incapacidade demonstrativa. Ou talvez isso realmente seja sobre você, da forma mais esquisita e confusa que pode ser. Do meu jeito torto de demonstrar, da minha mania incessante de amar e do meu medo em te deixar enxergar. Talvez seja apenas isso mesmo: minha confusão causando embaraço no excesso sentimental que me ronda. Não espero que entenda, não acho que seja algo para compreender. No final, acho que talvez isso seja sobre você apenas para dizer que não dormiria sem conseguir, de alguma forma, te dizer que meu último pensamento ao adormecer, queira eu ou não, será você. 
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